O acordo ortográfico que passa a valer a partir de hoje, 1º de janeiro/2009, no Brasil e nos paises que falam o idioma português, já começa como um grande desacordo.
Primeiro, aqui no Brasil quem deveria dá o exemplo, não teve a iniciativa. De acordo com o Blog do Noblat, O Governo e Congresso ignoram reforma ortográfica, e demorarão ainda um tempo, para se adaptarem.
E depois, porquê alguns setores da vida acadêmica de Portugal, em gesto que considero de pura arrogância, querem ignorar o acordo. A escrita lá será muito mais afetada que a daqui do Brasil, e por isso eles entendem a reforma como uma 'abrasileiração' da língua portuguesa, e ameaçam o boicote.
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Nessa onda, alguns paises africanos, que também falam nosso idioma, já se pronunciaram de forma a esperar a adoção das mudanças por parte de Portugal, para então, começarem a promover as alterações em seus lívros didáticos, o que acho um grande absurdo e uma manifestação desbragada da mentalidade colonial.
O fato é que se Portugal, e por consequência os paises africanos, levarem a cabo suas ameaças de boicote, estamos fadados a passar por uma estúpida e desnecessária mudanças em nosso modo de escrever, sem nenhuma razão de ser.
A tal reforma tinha por maior princípio, a padronização do idioma português por todos aqueles países que o adotam. Se não é consenso entre estes, que significado teria então? Complicar nossas vidas até nos acosturmarmos com a idéia de que ideia agora escreve-se sem acento!?
Sim ou não, fato consumado é que a idéia, ou ideia, no Brasil já está valendo. Teremos até 2012 para nos adaptarmos a nova escrita... e torcer para que Portugal agora, tenha acto de boa-vontade! Ou melhor um ato!